Castigo ou Recompensa, o que funciona melhor com as crianças?

 

A primeira preocupação dos pais com os filhos deve ser em ensiná-los a diferenciar o certo e o errado e isso significa discipliná-los.

Muitos de nós quando pensamos em disciplina, pensamos imediatamente em punição. O objetivo da punição é parar um comportamento ruim que a criança já tenha, por exemplo bater, morder, gritar ou responder, seja acrescentando alguma coisa, como palmadas ou tarefas extras, em resposta ao mau comportamento da criança, seja tirando algo que a criança gosta, que pode incluir computador, celular ou ato de pensar na cadeirinha. Ou até mesmo castigos que envolvem a negação de carinho, como em frases do tipo “Se você continuar fazendo isso que eu não gosto, não vou prestar nenhuma atenção em você”. “Vou fingir que você nem está aqui”. “Se você quiser que e gostem de você, precisa obedecer“. Esses métodos não apontam o erro a criança, e assim dependendo da idade ela pode não saber que é cometeu um, ou ainda como fazer diferente.

Porém o que muitos pais não sabem é que, é muito mais difícil parar um comportamento do que evitar um mau comportamento. Cérebros humanos preferem buscar recompensas ao invés de evitar a punição, o que significa que a punição tem limitações naturais. O mesmo castigo pode funcionar uma, duas, três vezes, mas ele não terá o mesmo valor para a criança por muito tempo e neste caso podem fazer com que os pais dobrem o tempo ou gravidade do castigo, para que a punição possa atingir mais efetivamente o castigado, então se ficar sem televisão não adianta mais agora a criança ficará sem televisão, sem celular e sem brincar com os amiguinhos, e ainda sim não será garantia de que um novo comportamento foi aprendido.

O objetivo de educar uma criança não é puni-la por mau comportamento. Em vez disso, a disciplina é uma ferramenta para conseguir o comportamento desejado e é ai que a recompensa pode ser mais eficiente.

Quando reforçamos um comportamento, tentamos fazer com que ele aconteça mais vezes, consequentemente os pais devem se preocupar em reforçar aquele comportamento desejado de maneira assertiva, caso contrário o reforço pode ser negativo. Por exemplo, dizer a criança que pode dormir mais tarde se comer tudo no jantar, deixar de ajudar a guardar os brinquedos quando se comportar bem, são recompensas negativas por que não reforçam o comportamento desejado.

O mais apropriado é você acrescentar algo seguido do bom comportamento, como parabenizar seu filho por um trabalho bem feito, fazer um passeio que ele gosta, uma brincadeira ou o sistema de símbolos, que funciona muito com as crianças menores como adesivos, bolinhas de gude ou bolinhas de algodão – que as crianças ganham para trocar por prêmios e até mesmo um brinquedo novo.

As crianças respondem bem a esse tipo de intervenção, porque isso valida a capacidade que elas têm de se comportar e fazer a coisa certa, e porque elas querem um incentivo e uma aprovação, principalmente dos pais. E isso não tem a ver com “agradar para ser aceita”, e sim ensinar a criança que os bons comportamento são mais valorizados e trazem mais benefícios dos que os outros, e isso mesmo que não tenha alguém lhe vigiando e monitorando. Há uma grande diferença entre a criança que faz algo por ter aprendido o certo e aquela que faz a coisa certa por apenas para agradar.

Além disso dessa forma o reforço é uma maneira de desenvolver autoconfiança, autocapacidade e autoestima na criança.

Mas lembre-se que a forma mais fácil de disciplinar envolve muito amor, carinho, empatia e solidariedade por palavras e principalmente exemplos!