Dizer NÃO!

As pessoas só fazem com a gente o que permitimos! Por mais que um basta seja penoso e doloroso, deixando o âmbito do sofrimento psíquico e se tornando somático e consequentemente físico, dizer NÃO se torna inevitável e muitas vezes saudável.
Atualmente estamos acostumados a culpar o outro por nossos fracassos, enquanto que a maior culpada de tudo isso é a forma como nos posicionamos diante desse outro.
Outro dia em uma análise clínica me dei conta de quão acostumados ou digamos mal acostumados estamos de responsabilizar o outro pelo nosso sofrimento, seja por um relacionamento mal sucedido, seja por um cargo almejado e não conquistado, seja simplesmente por não conseguirmos mudar de um emprego que já não nos faz bem.
Talvez isso não seja tão simples para quem vivencia essa situação, e dizer NÃO pode não agradar a quem ouve, mas já parou para perceber quantas vezes você precisou dizer essa palavra para o seu sucesso e por medo de magoar o outro deixou de falar?
Mas até onde ser vítima não é deixar de assumir um papel que é nosso, de vivermos a nossa vida, e tornarmos seres que não apenas existem, mas que participam? Até onde deixar de tomar uma atitude por medo de entristecer o outro não é permanecer na nossa zona de conforto?
A partir do momento que não impomos a nossa autonomia como sujeitos autênticos, nos sujeitamos a aceitar sermos tratados pelo o outro da forma que ele nos vê e do jeito que ele gostaria que nos comportássemos.
A cada vez que somos submissos ou passivos, damos um duro golpe na nosso autoestima e por mais que tentemos tapar os problemas por algum tempo, esse incomodo vai crescendo até não mais ser suportado. A partir da conduta assertiva e saudável que abarca no “dizer não”, já nos tornamos mais seguros, tranquilos na hora de expressar adequadamente o que pensamos e sentimos.